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Maçonaria

O que é a Maçonaria

A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista.

A definição

Por que filosófica, filantrópica e progressista

O texto oficial da Ordem justifica, um por um, os adjetivos com que se define.

Filosófica

É filosófica porque em seus atos e cerimônias ela trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura.

Filantrópica

É filantrópica porque não está constituída para obter lucro pessoal de nenhuma classe, senão, pelo contrário, suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem-estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça. Procura conseguir a felicidade dos homens por meio da elevação espiritual e pela tranquilidade da consciência.

Progressista

É progressista porque, partindo do princípio da imortalidade e da crença em um princípio criador regular e infinito, não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições. E não põe nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão o da razão com base na ciência.

O quarto adjetivo da definição — educativa — não recebe justificativa própria no texto de origem.

O lema

  • Ciência

    para esclarecer os espíritos e elevá-los

  • Justiça

    para equilibrar e enaltecer as relações humanas

  • Trabalho

    por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente

Em uma palavra, a Maçonaria trabalha para o melhoramento intelectual, moral e social da humanidade.

Os princípios

A liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças, nações; a igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, a raça ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens, já que somos todos filhos do mesmo Criador e, portanto, humanos e, como consequência, a fraternidade entre todas as nações.

O objetivo

Seu objetivo é a investigação da verdade, o exame da moral e a prática das virtudes.

Fundamentos

Moral, virtude e dever

O que entende a Maçonaria por moral?
Moral é para a Maçonaria uma ciência com base no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos. Ao penetrar a moral no mais profundo da nossa alma, sentimos o triunfo da verdade e da justiça.
O que entende a Maçonaria por virtude?
A Maçonaria entende que virtude é a força de fazer o bem em seu mais amplo sentido; é o cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família sem interesse pessoal. Em resumo: a virtude não retrocede nem ante o sacrifício e nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever.
O que entende a Maçonaria por dever?
A Maçonaria entende por dever o respeito e os direitos dos indivíduos e da sociedade. Porém não basta respeitar a propriedade apenas, mas também devemos proteger e servir aos nossos semelhantes. A Maçonaria resume o dever do homem assim: “Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família”. Em verdade, essa é a maior síntese da fraternidade universal.

Fé e tolerância

A Maçonaria e a religião

A Maçonaria é religiosa?
Sim, é religiosa, porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito, ao qual se dá o nome de Grande Arquiteto do Universo, porque é uma entidade espiritualista em contraposição ao predomínio do materialismo. Estes fatores, que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa e lógica do Universo, formam a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda ideologia e atividade maçônicas.
A Maçonaria é uma religião?
Não. A Maçonaria não é uma religião. É uma sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si. União recíproca, no sentido mais amplo e elevado do termo. E nesse seu esforço de união dos homens, admite em seu seio pessoas de todos os credos religiosos sem nenhuma distinção.
Para ser Maçom é necessário renunciar à religião a que se pertence?
Não, porque a Maçonaria abriga em seu seio homens de qualquer religião, desde que acreditem em um só Criador, o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus. Geralmente existe essa crença entre os católicos, e ilustres prelados têm pertencido à Ordem Maçônica.
Então a Maçonaria é tolerante?
A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige dos seus membros a mais ampla tolerância. Respeita as opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis, e rechaça toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em particular.

Esclarecimento

O que se diz e o que é

A Maçonaria é uma sociedade secreta?
Não, pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de história etc. O único segredo que existe, e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios para se reconhecerem os maçons entre si, em qualquer parte do mundo, e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.
O que é um Templo Maçônico?
É um lugar onde se reúnem os maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhes são permitidas, em um ambiente fraternal e propício para concentrar sua atenção e esforços para melhorar seu caráter, sua vida espiritual e desenvolver seu sentimento de responsabilidade, fazendo-lhes meditar tranquilamente sobre a missão do homem na vida, recordando-lhes constantemente os valores eternos cujo cultivo lhes possibilitará acercar-se da verdade.

O que a Maçonaria combate

  • A ignorância
  • A superstição
  • O fanatismo
  • O orgulho
  • A intemperança
  • O vício
  • A discórdia
  • A dominação
  • Os privilégios

História

As principais obras da Maçonaria no Brasil

Isto para citar somente os três maiores feitos da nossa história em que os maçons tomaram parte ativa.

  1. A Independência

  2. A Abolição

  3. A República

Ao longo da história

Maçons ilustres

A relação que o texto oficial apresenta, de prelados a libertadores das Américas.

Prelados e religiosos

  • Cura Hidalgo — Paladino da Liberdade Mexicana
  • Padre Calvo — fundador da Maçonaria na América Central
  • Don Ramon Ignácio Mendez — Arcebispo da Venezuela
  • Padre Diogo Antônio Feijó
  • Cônego Luiz Vieira
  • Cônego José da Silva de Oliveira Rolim — Inconfidência Mineira
  • Frei Miguelinho
  • Frei Caneca

Filósofos

  • Voltaire
  • Goethe
  • Lessing

Músicos

  • Beethoven
  • Haydn
  • Mozart

Militares

  • Frederico o Grande
  • Napoleão
  • Garibaldi

Poetas

  • Byron
  • Lamartine
  • Hugo

Escritores

  • Castellar
  • Mazzini
  • Espling

Libertadores das Américas

  • Washington — Estados Unidos
  • Miranda — o Padre da Liberdade sul-americana
  • San Martín e O’Higgins — Argentina
  • Bolívar — norte da América do Sul
  • Martí — Cuba
  • Benito Juárez — México
  • Imperador Dom Pedro I — Brasil

Brasil

  • D. Pedro I
  • José Bonifácio
  • Gonçalves Lêdo
  • Luís Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias
  • Deodoro da Fonseca
  • Floriano Peixoto
  • Prudente de Morais
  • Campos Salles
  • Rodrigues Alves
  • Nilo Peçanha
  • Hermes da Fonseca
  • Wenceslau Braz
  • Washington Luís
  • Rui Barbosa

Ingresso na Ordem

O que se exige e o que se recebe

A Maçonaria não convida: o ingresso decorre de manifestação espontânea do candidato. Estas são as condições que o texto oficial estabelece.

Condições indispensáveis

  • Crer na existência de um princípio Criador.
  • Ser homem livre e de bons costumes.
  • Ser consciente de seus deveres para com a Pátria, seus semelhantes e consigo mesmo.
  • Ter uma profissão ou ofício lícito e honrado que lhe permita prover suas necessidades pessoais e de sua família e a sustentação das obras da Instituição.

O que se exige dos Maçons

Em princípio, tudo aquilo que se exige ao ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos e regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que as regem; amor à Pátria; respeito aos governos legalmente constituídos; acatamento às leis do país em que viva.

E, em particular

  • A guarda do sigilo dos rituais maçônicos.
  • Conduta correta e digna dentro e fora da Maçonaria.
  • A dedicação de parte do seu tempo para assistir às reuniões maçônicas.
  • A prática da moral, da igualdade, da solidariedade humana e da justiça em toda a sua plenitude.

Ademais, proíbem-se terminantemente, dentro da instituição, as discussões políticas e religiosas, porque a Ordem prefere uma ampla base de entendimento entre os homens, a fim de evitar que sejam divididos por pequenas questões da vida civil.

O que se obtém sendo Maçom

A possibilidade de aperfeiçoar-se, de instruir-se, de disciplinar-se, de conviver com pessoas que, por suas palavras e por suas obras, podem constituir-se em exemplos; encontrar afetos fraternais em qualquer lugar em que se esteja, dentro ou fora do país. Finalmente, a enorme satisfação de haver contribuído, mesmo em pequena parcela, para a obra moral e grandiosa levada a efeito pelos homens.

Sobre este texto

  • O texto responde “Ciência, Justiça, Trabalho” à pergunta sobre o lema, mas, ao final, menciona também “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” como lema ostentado pela Ordem. As duas divisas convivem na tradição maçônica: a primeira é a do Grande Oriente do Brasil; a segunda, universal.
  • A relação de nomes ilustres é a que consta na fonte. Corrigimos grafias evidentemente equivocadas — “Frei Miguelino” para Frei Miguelinho, “Rolin” para Rolim, “Washington Luiz” para Washington Luís —, mas mantivemos “Castellar” e “Espling” como estão no original, por não ser possível identificar com segurança a quem se referem.
  • A fonte é o texto doutrinário do Grande Oriente do Brasil, reproduzido sem alterações no portal do GOB-RN. Não se trata de redação própria da Potência estadual.